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Cachoeira do Paulista : Belezas e Carências

TRagora 6 anos atrás

Redação do TRagora                                                                                                                                                              Email: [email protected]

 

Foto:Queda d’água e poço da Cachoeira do Paulista.

 

Esta semana a reportagem do Tribuna Regional acompanhou a visita de dez turistas, que vieram de Aracajú, conhecer as belezas naturais da região de Jacobina. A primeira visita foi a Cachoeira do Paulista, no município de Saúde. Em Jacobina, conheceram as cachoeiras Véu de Noiva, Arapongas e Geladeira, em Itaitu, e Cachoeira dos Alves, próximo a sede de Jacobina. Segundo eles, a mais bela é a Véu de Noiva e a melhor para se visitar é a Cachoeira do Paulista, pela facilidade do acesso – uma vez que estava presente um casal da terceira idade.

Para nossa reportagem, que estava acompanhando os sergipanos, foi grande a decepção com o descaso com que o município de Saúde trata a Cachoeira do Paulista, sem dúvidas um dos melhores e mais belos pontos turístico da macro-região.

Quem trafega pela BA 131 entre as cidades de Caém e Saúde, não encontra placa que indique a localização da cachoeira e, até mesmo, do povoado que leva o mesmo nome. A única placa existente é um pedaço de chapa de metal pendurada em uma cerca com o nome “Paulista a 3 km”. No entanto, esta placa é praticamente impossível de ser vista por quem passa pela rodovia.

Foto: Entrada para cachoeira

Deixando a 131, chegamos ao povoado e, após andar mais dois quilômetros, nos deparamos com a rara beleza da Cachoeira do Paulista, com uma queda d’agua de aproximadamente seis metros, que deságua em um grande poço. Excelente local para banho.

Foto: Turistas                                

Porém, logo na chegada, contrastando com o presente da natureza, encontra-se um estacionamento feito a paralelepípedos, agredindo a beleza natural. Além disso, encontram-se banheiros que tiveram suas obras iniciadas e jamais concluídas, não se sabe se por questões ecológicas ou administrativas; lixeiras feitas de sucatas de computador, televisores e maquinas de lavar penduradas nas árvores; corrimões feitos de madeira e pedaço de cano arranjados pelos próprios moradores e barraqueiros; e uma placa indicando “não temos gari”.

 

Foto: Construção de banheiros – inciada e abandonada.

Foto: Placa informativa

Não foi encontrado no local nenhum funcionário da prefeitura, gari, guarda, ou até mesmo salva vidas, nem tampouco placas de advertências dos perigos que o local oferece.

Um pescador presente no local informou ao Tribuna que cerca de dez pessoas já morreram na cachoeira.

“Um casal de jovens de Senhor do Bonfim morreu em dezembro de 2014. Eu mesmo ajudei a retirar os corpos da água. Eles estavam acampados e foram surpreendidos por uma enxurrada. O mais perigoso aqui é tempo de trovoadas, pois as águas descem com muito volume e muita força”, alertou.

Os turistas que acompanhamos pretendiam ficar durante todo o dia no local. Mas, infelizmente, permaneceram por menos de duas horas, em virtude do casal de idosos não ter condição de chegar até a queda d’agua. Isso porque o pequeno trajeto é perigoso, com passagens estreitas e pedras soltas. Para facilitar o acesso, seria necessário a fixação das pedras e instalação de corrimões. “A prefeitura gastou tanto dinheiro para fazer este desnecessário calçamento, quando deveria ter feito corrimão. Só assim conseguiríamos chegar até a cachoeira”, disse o senhor, frustrado por não conseguir conhecer de perto a queda d’agua.

           

                                                                Fotos: Corrimãos improvisados

Apesar de a visita ter sido feita em uma quinta-feira, foi possível ter ideia da importância que tem a cachoeira para o turismo local.  Durante o pouco tempo que estivemos no local, encontramos também veículos de Mossoró e Santana dos Matos, do Rio Grande do Norte, e de Osasco, em São Paulo, além dos carros de Sergipe.

Foto: carros de turistas visitantes.

O Tribuna Regional tentou entrar em contato com o prefeito do município de Saúde para saber se há projetos de melhorias para o referido ponto turístico, mas, infelizmente, apesar de termos deixado recados com a telefonista, não obtivemos retorno.

 

Fotos: TR

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