O presidente Jair Bolsonaro negou que tenha adotado um tom agressivo em seu discurso na Assembleia Geral da ONU , nesta terça-feira em Nova York.  Ele alegou que apenas buscou “restabelecer a verdade” sobre as questões em que o Brasil estava sendo acusado. A declaração foi dada ao ser abordado quando deixava o hotel, segundo ele, para “comer um podrão”.
“Vocês têm que fazer avaliação. Acho que foi um discurso bem objetivo, contundente. Não foi agressivo, mas nós buscamos restabelecer a verdade das questões que estávamos sendo acusados no Brasil “, respondeu o presidente, repetindo o que já havia falado mais cedo que não caberia a ele fazer uma autoavaliação.
Apesar de ter prometido adotar um tom conciliador, Bolsonaro fez um discurso agressivo no púlpito da Assembleia Geral, com ataques indiretos a outros líderes internacionais, duras críticas a Cuba e Venezuela , assim como à mídia, e alerta quanto à “ideologia” que busca um “poder absoluto”.
Já um dos responsáveis pela elaboração do discurso, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, afirmou que “foi um discurso enérgico, educado, muito cordial”:
“Acho que a repercussão vai ser muito boa. Também a repercussão com os nossos adversários, sendo ruim, é sinal que o discurso foi muito bom”.
Questionado sobre às referências ao presidente francês, Emannuel Macron, e à chanceler federal alemã, Angela Merkel , uma vez que havia dito que não “apontaria o dedo” para nenhum chefe de Estado, Bolsonaro argumentou que apenas citou dados sobre os dois países europeus.
O Globo
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