O Bolsa Família voltou a ter fila de espera após dois anos de estabilidade, de acordo com o ministro Osmar Terra (Cidadania) a integrantes da CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso. A partir de agora, as famílias em situação de pobreza e extrema pobreza terão de esperar mais de 45 dias para conseguir cadastro no benefício.
Isso acontece em decorrência da dificuldade orçamentária enfrentada pelo país neste exercícios, com previsão de continuidade em 2020. O programa é o carro-chefe da primeira gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social, o enfraquecimento do programa não compensa, pois o Estado poderá, por exemplo, ter mais custos com saúde. Além disso, famílias beneficiadas acabam devolvendo o dinheiro em forma de recursos para a economia.
Segundo Marcelo, nos anos de 2015 e 2017, quando não houve reajuste do benefício, a extrema pobreza subiu 23% e 17%. Ainda de acordo com o economista, apesar de o 13º em 2019 representar um aumento acima da inflação do ano, a promessa de Bolsonaro acaba reduzindo a quantidade de famílias que poderiam ser incluídas pelo programa.
Para 2020, o Orçamento do Bolsa Família não prevê o 13º, sendo necessária, segundo técnicos do governo, uma alteração na lei do programa. Neste ano, o montante disponível está no limite do previsto, sendo que até agosto foram gastos R$ 20,9 bilhões, uma média de R$ 2,6 bilhões por mês.
No Brasil, o programa cobriu 14,3 milhões de famílias em maio e, desde então, registrou seguidas quedas, chegando a 3,5 milhões em setembro. Podem receber o benefício famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 89 ou de até R$ 178, caso haja criança ou adolescente de até 17 anos.
A média do valor recebido é de R$ 188,63, segundo dados de agosto e quase metade dos beneficiados está no Nordeste.
BNews
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