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“Boçal” e “câncer a ser extirpado”, diz Ciro Gomes sobre Bolsonaro

TRagora 6 anos atrás

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) defendeu, durante a sabatina promovida pelo Correio Braziliense com os pré-candidatos à Presidência, nesta quarta-feira (6/6), o fim de privilégios, a manutenção de estatais e a revogação da emenda constitucional que estipula o teto dos gastos. Prometeu sanar as contas públicas em dois anos e disse que, para isso, pretende aplicar uma tributação progressiva sobre herança, renda e remessas ao exterior e diminuir a carga de impostos sobre os trabalhadores e a classe média. Sobre o concorrente Jair Bolsonaro, Ciro foi implacável: “É um boçal desorientado. Quem vai decidir é o povo, mas, nós, os democratas, temos obrigação de extirpar este câncer enquanto ainda pode ser extirpado”, disse.

Após a entrevista, Ciro Gomes afirmou que para dirigir o Brasil é necessário experiência. Ele criticou que Bolsonaro esteja concorrendo à presidência, pois não possui a prática necessária ao cargo. “Eu tenho experiência. É um diferencial importante. Só um país como o nosso permite a um aventureiro concorrer. O Bolsonaro nunca administrou o boteco dos pequenos. Nunca se ofereceu para ajudar o estado dele. Eu dei o rosto para bater. Governei minha cidade, meu estado. Passei pelo filtro. Nunca respondi por um mal feito. Não usei auxílio-moradia para fazer aquilo que ele disse que fazia. É preciso ter clareza. Se você tem um país no olho do furacão, tem que procurar gente que conhece os constrangimentos orçamentários.”

Segundo Ciro, Bolsonaro vai terceirizar os serviços. “Por exemplo, a política econômica quem decide é o político. Se terceirizar essa função a um assessor e ele não souber o que está fazendo, quebra o agronegócio do país em menos de dois anos. Os dólares que entram vão sumir, a taxa de câmbio de 3,80 vai para 10 ou 15 por 1. A inflação para 40, 50 100% no ano.”

Ele afirmou ainda que possui compromisso com os ajustes fiscais para equilibrar as contas do país. “Sou a favor. Mas não por si mesmo. Mas para produzir dinheiro e melhorar a saúde e a educação.”

 

Sobre possíveis alianças, ele descarta o MDB. “Há exceções. O Roberto Requião, Jarbas Vasconcelos, Mauro Benevides. Tem muita gente boa. Mas o problema é essa quadrilha que tomou conta do país.”

 

CB

Edição: Redação TRagora

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