Uma manobra da bancada governista impediu o Consórcio do Nordeste de criar o programa que visa substituir o Mais Médicos na região, o Programa Médicos pelo Brasil. Apesar da aprovação da Medida Provisória (MP) por 391 votos favoráveis e 6 contra, os parlamentares conseguiram, por meio de um destaque, retirar do texto o artigo inserido por uma emenda do Partido dos Trabalhadores.

Com a decisão, os consórcios dos governos estaduais ficam impossibilitados de criar programas específicos para a contratação de médicos e alocação em regiões afastadas, ou com população de alta vulnerabilidade.

Vice-líder do PT no Congresso e um dos principais defensores da proposta, o deputado federal Jorge Solla (PT) considerou a manobra da bancada aliada do governo Bolsonaro como resultado de uma “perseguição”.

“A perseguição ao povo nordestino por esse governo é revoltante. Eles não colocam médicos em todas as localidades onde antes existia através do Mais Médicos e nem permitem que a gente mesmo resolva o problema. A bancada de Bolsonaro impediu que os governadores do Nordeste, com recursos próprios, possam criar o seu próprio programa, sendo que o Governo Federal não ia colocar um centavo. É só para impedir que nossa região dê certo, enquanto o país afunda. Perseguição pura”, lamentou Solla.

A ideia dos secretários estaduais de saúde do Consórcio do Nordeste era que um programa como o Mais Médicos fosse criado, com recursos próprios, para ocupar as vagas que por qualquer razão não atendam aos critérios do Médicos pelo Brasil.

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Sobre o Autor

Ex-vereador e Ex-presidente da Câmara de Vereadores de Jacobina, Carlos de Deus é formado em Administração de Empresas pela Universidade Norte do Paraná. Diretor-presidente do jornal Tribuna Regional e do site TrAgora.

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