Há 23 anos, os Estados Unidos foram alvo de um dos maiores ataques terroristas da história moderna, chocando não só o país, mas o planeta inteiro. O grupo extremista Al-Qaeda, em uma ação coordenada, atingiu em cheio os símbolos do poder econômico, militar e político dos EUA.
Naquela manhã fatídica, quatro aviões comerciais foram sequestrados. Dois deles se chocaram contra as icônicas Torres Gêmeas, em Nova York. Às 8h46, o primeiro avião atingiu a Torre Norte; 17 minutos depois, às 9h03, o segundo avião colidiu com a Torre Sul. As imagens dos prédios em chamas e, posteriormente, desmoronando, marcaram para sempre a memória coletiva mundial. Quase 3 mil pessoas perderam suas vidas.
O Pentágono, sede da defesa americana, também foi atacado. Às 9h37, outro avião sequestrado se chocou contra o prédio, matando 184 pessoas. Um quarto avião, o Voo 93 da United Airlines, tinha como alvo provável a Casa Branca ou o Capitólio, mas os bravos passageiros, ao tomarem conhecimento dos outros ataques, decidiram enfrentar os sequestradores. A luta a bordo resultou na queda da aeronave em um campo na Pensilvânia. Nenhuma das 44 pessoas a bordo sobreviveu, mas seu ato heroico evitou outra tragédia de proporções inimagináveis.
O então presidente George W. Bush respondeu rapidamente, declarando “guerra ao terror”. Em outubro de 2001, os EUA invadiram o Afeganistão com o objetivo de derrubar o regime talibã e capturar Osama bin Laden, o líder da Al-Qaeda. Bin Laden só seria encontrado e morto em 2011, encerrando uma das maiores caçadas da história.
Os atentados também transformaram profundamente a segurança dos Estados Unidos e do mundo. O Departamento de Segurança Interna foi criado e novas políticas de controle e vigilância foram implementadas, mudando para sempre a forma como o terrorismo e a segurança aérea são tratados globalmente.
Mesmo 23 anos depois, a dor e a lembrança ainda ecoam.
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