Nesta quarta-feira (19), o clima esquentou entre o senador Angelo Coronel (PSD) e o ministro da Justiça, Sergio Moro, durante a Comissão de Constituição e Justiça da Casa, em Brasília. Em sua fala, o baiano perguntou se Moro autoriza disponibilizar os registros citados pelo jornalista Glen Greenwald, no site “The Intercept Brasil”.

“Vossa excelência afere que participa de grupos de WhatsApp e Telegram. Trocou mensagens com procuradores da Lava Jato. Pergunto: também trocou mensagens com advogados de defesa, ministros, desembargadores, membros do Congresso ou até jornalistas, passando as mesmas mensagens sobre processos? O senhor disse que não tem mais essas mensagens, autoriza o Telegram a fornecê-las? Eles devem ter em seus servidores. O senhor autoriza Dallagnol a entregar o celular, pois pelo visto ele não apagou as mensagens. Isso acabaria com o que o senhor chama de sensacionalismo”, disparou.

Em resposta, o ministro da Justiça respondeu que não tem mais acesso ao aplicativo e por isso não tem como disponibilizar os arquivos.

“Acho que você não entendeu bem. Eu saí em 2017 [do aplicativo]. Não ficam nas nuvens [as mensagens]. Eu saindo, foram excluídas. Se tivesse, o hacker, o grupo, já teria divulgado. Não existem essas mensagens para eu disponibilizar”. E completou. “Não tenho como disponibilizar um material que não existe. Não me recordo se três anos atrás mandei mensagem daquela natureza”.

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Sobre o Autor

*Atuou como Repórter nos jornais O Paraguaçu (Itaberaba/BA), Primeira Página (Jacobina/BA) e Oeste Hoje (LEM/BA). Sites: Camaçari Fatos e Fotos e Nossa Metrópole (Camaçari/BA). Atualmente, edita o portal TRagora e é Repórter do jornal Tribuna Regional.

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