Trinta quilos mais magro, o ex-deputado federal Amauri Teixeira (PT) jogou pesado ao responsabilizar o Governo Bolsonaro e, especificamente, o atual ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pela situação de colapso na rede de medicamentos. Em Jacobina, no Território do Piemonte da Diamantina (BA), crescem as reclamações da população relativas à falta de remédios no Caps e na Farmácia Básica do município.

De acordo com Teixeira, o Ministério da Saúde há vários meses não está transferindo aos municípios os recursos para compra de remédios indispensáveis no tratamento de doenças graves. Ele também lembrou que, há mais de 30 dias, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), alertou, através de nota, que o estado enfrentaria grave falta de medicamentos.

“Tá faltando remédio para Aids. O Brasil era modelo no tratamento da Aids. [O paciente] não pode ficar sem remédio porque a imunidade dele vai baixar e ele pode ser tomado por doença, e falecer. Os transplantados estão sem remédios e os remédios de alta complexidade quase todos estão faltando nos hospitais”, denunciou.

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O ex-deputado disse que duvida da possível vinda do ministro Mandetta a Jacobina, como foi anunciado pelo prefeito Luciano Pinheiro (DEM) na semana passada. Garantiu que se essa visita realmente acontecer irá cobrar pessoalmente do ministro que libere os recursos para aquisição dos medicamentos.

“Eu gostaria que ele viesse aqui em Jacobina que eu iria cobrar dele. Foi anunciado que ele viria; eu duvido que ele venha, para eu cobrar dele, pessoalmente, esses medicamentos”, alfinetou.

Amaury Teixeira lembrou que, apesar de já ter ocorrido falta de medicamentos, por conta, muitas vezes, de falhas em licitações, nunca antes o Ministério havia tomado a decisão de não comprar. Por este motivo, informou Teixeira, é que o deputado Jorge Solla (PT) fez um requerimento para convocar o ministro na Comissão de Seguridade Social para ele explicar porque não está repassando os recursos para estados e municípios.

“Já houve falta de medicamento. Às vezes, você faz uma licitação, ocorre uma falha, mas o Ministério tomou a decisão que não comprar. É a primeira vez na história. Isso é grave! É o sucateamento absurdo do SUS”, apontou.

Aperte o >PLAY e assista a um trecho da entrevista:

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