Aliados do deputado estadual Soldado Prisco (PSC) viram um “enfraquecimento” da liderança do parlamentar após a tentativa frustrada de greve de policiais militares. Prisco anunciou, na semana passada, que a categoria iria cruzar os braços, mas os PMs não aderiram ao movimento.
Em conversa reservada, um integrante da cúpula do DEM afirmou que Prisco se esqueceu de “combinar com os russos” antes de anunciar a paralisação, ao se referir aos policiais militares. Além disso, nenhum deputado da oposição manifestou apoio à greve. O líder da minoria da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Targino Machado (DEM), “suplicou” para que Prisco revisse sua posição.
Um deputado disse que ficou “chocado” após Prisco reunir a bancada da minoria em um almoço e deixar o encontro para anunciar a greve, sem comunicar que faria o movimento. “Ele pode sair desmoralizado. Pode sair muito menor do que entrou”, disse um correligionário, em conversada reservada.
A avaliação entre os aliados do deputado do PSC é que houve também uma reação rápida do governador Rui Costa (PT), que foi à imprensa e mobilizou o comandante-geral da Polícia Militar, Anselmo Brandão, para atacar a ação de Prisco. Os governistas classificaram os atos do comandante da Associação dos Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra/Bahia) de “terrorismo”.
A cúpula governista acredita que o parlamentar do PSC procura apenas uma “saída honrosa” para a paralisação parcial. Prisco vem sofrendo nos últimos anos com a queda na votação. No último pleito, em 2018, quando se reelegeu, teve 53.065 votos ante 108.041 obtidos em 2014.
Além disso, Prisco saiu com dois fracassos na eleição de 2016, quando apoiou dois nomes para vereador na capital baiana. O irmão, Emanuel Prisco, que foi candidato pelo PHS e teve apenas 1.615 sufrágios. E o Soldado Santos, que foi postulante pelo PPS (hoje Cidadania) e obteve 3.692 votos. Para aliados, o deputado do PSC ao tentar mobilizar os PMs neste ano queria fortalecer os seus candidatos a vereador para o próximo ano. “Ele precisa ressurgir porque sabe que se não conseguir, perde a próxima eleição”, observou um correligionário, sob condição de anonimato.
Prisco liderou duas greves da PM na Bahia e responde a processos judiciais por causa dessas paralisações.
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