Uma fiscalização flagrou 37 trabalhadores em condições de trabalho análogas à escravidão. No grupo havia um idoso de 67 anos. Foram 22 pessoas em Várzea Nova, 14 em Jacobina e uma em Mulungu do Morro. Conforme a Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), as casas e barracos onde os trabalhadores viviam não tinham cozinha, instalações sanitárias, camas apropriadas, água potável nem energia elétrica.
Problemas também foram constatados na água. O líquido usado para beber e cozinhar tinha coloração amarelada, não passava por qualquer tratamento e era armazenada em galões de combustível reutilizados. Conforme o G1, a alimentação era feita em fogareiros construídos no chão da roça ou do próprio barraco. Os espaços de morar também não tinham paredes e portas completas e coberturas adequadas.
Para dormir, eles usavam pedaços de espumas colocados diretamente no chão ou em cima de flechas (varas de madeira) do próprio sisal. Alimentos e roupas ficavam jogados no chão. Não havia local adequado para guardar alimentos e objetos pessoais. Ainda segundo a fiscalização, não existiam instalações sanitárias. Os trabalhadores faziam as necessidades fisiológicas na área de vegetação, sem qualquer privacidade, higiene e conforto.
Outra irregularidade era o pagamento. Os trabalhadores recebiam valor mensal abaixo do salário-mínimo para jornada de 44 horas semanais. O valor era de R$ 350 a R$ 950 por mês, e variava de acordo com a função desempenhada.
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