Lamentável a postura de parcela do coletivo feminino do PCdoB local em chancelar a campanha de vitimismo promovida por uma das pré-candidaturas à prefeitura de Jacobina. A malfadada nota, além de uma pobreza argumentativa sem comparação, é de pouco ou nenhum valor político, já que não reconheço nenhuma ASCOM como instância partidária. Continuo reafirmando: do texto polemizado nenhuma vírgula hei de retirar!
Às navegantes, informo que ajudei na fundação do PCdoB em Jacobina, em 2006, e integrei a primeira comissão municipal do partido, sob a presidência do ex-vereador Carlinhos da Caixa, de quem fui assessor. Fomos, também, os primeiros apoiadores do deputado Daniel Almeida aqui no município. Portanto, tenho uma história de luta política no campo progressista, não somente em Jacobina, mas em algumas cidades da Bahia por onde atuei.
A minha ligação com o partido teve início em Itaberaba (1985/86) quando, aos 15 anos, participei da campanha à reeleição do saudoso deputado federal Haroldo Lima e de Vandilson Costa, deputado estadual, quando ambos ainda eram filiados ao PMDB, pois o PCdoB ainda estava na ilegalidade. Ser do PCdoB naquela época era, também, um ato de coragem!
E não será a interpretação tendenciosa que fizeram do texto de minha autoria, que irá de alguma forma manchar uma trajetória de mais de 30 anos sempre do lado certo da História. Repilo quaisquer tentativas de patrulhamento e enquadramento, principalmente quando essas acontecem motivadas por picuinhas e resultam numa peça ingênua, mal escrita e que serve mais aos interesses dos adversários do PCdoB do que ao próprio Partido.
Além de ter sido criado por minha avó, vivo em um universo majoritariamente feminino em família: mãe, esposa, filhas, irmãs e uma netinha linda que é a nossa alegria. Portanto, rechaço com toda a veemência a acusação de misoginia atribuída a mim pelos milicianos digitais a serviço de uma determinada pré-candidatura, que dada a fragilidade programática, tenta apoiar-se no vitimismo para ser o centro das atenções.
Creio que o PCdoB não chegou aos 101 anos de história para ser colocado como escada para o Psol e o PT subirem. Porque é isso que significa essa nota da ASCOM, uma rendição à distorção sexista, maliciosa e artificialmente criada para gerar comoção e fugir das respostas objetivas no campo político.
Caso As Redatoras da ASCOM utilizassem o raciocínio de modo mais produtivo, e enxergassem a política para além das lentes turvas do identitarismo e do sexismo, não teriam perdido um tempo precioso para produzir uma peça non-sense que menospreza a hegemonia eleitoral do PCdoB e o coloca de joelhos perante seus adversários.
A nota apequena o PCdoB, além de provocar mal-estar e cisões internas, já que NÃO foi aprovada pela Executiva Municipal. O Centralismo Democrático, onde a minoria se submete às decisões da maioria, é o conceito que rege a tomada de decisões no Partido e deve ser respeitado por todos, todas e “todes”!
Mas, nesse caso, o Centralismo foi ferido de morte! Vou torcer para que seja urgentemente ressuscitado, restabelecendo a ordem partidária em nome do bem e de Mao.
Fosse eu escravo de religiões, diria: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lucas 23:34). Contudo, será com um verso de Ho Chi Minh, sobre a Liberdade, que concluo esse meu Dazibao:
“Não se aprisiona uma pedra. Pode-se confinar um homem, mas não se aprisiona a sua poesia”.

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