Preso desde 2016, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral deixou, na segunda-feira (19), a Unidade Prisional da Polícia Militar, em Niterói (RJ). Ele era o último político preso em regime fechado no âmbito da Operação Lava Jato − que se tornou um símbolo do engajamento do Poder Judiciário na luta contra a corrupção nos últimos anos.
A partir de agora, Cabral ficará em prisão domiciliar em um apartamento em Copacabana, utilizando tornozeleira eletrônica.
O alvará de soltura foi assinado ontem pela juíza federal substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, Seção Judiciária do Paraná, Gabriela Hardt. A soltura foi autorizada pelo juiz Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em seu voto, Gilmar Mendes destacou que já era descabido decretar a prisão preventiva de Cabral em 2016 por fatos ocorridos em 2008 e 2009. Além disso, o ministro afirmou que o ex-governador está preso desde 2016, o que caracteriza antecipação de pena — prática proibida pelo STF.
A defesa do ex-governador fluminense assegurou que ele respeitará todas as determinações estabelecidas pela Justiça e acrescentou que, “neste momento, Cabral não se manifestará à imprensa, pois o seu maior desejo é estar na companhia de sua família”. Infomoney

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