O Supremo Tribunal Federal (STF) retirou o porte de armas da deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP) e deu um prazo de 48 horas para que a parlamentar entregue seu revólver para a Polícia Federal. A decisão da Corte, divulgada nesta terça-feira (20), atendeu os pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR) que solicitou a adoção das duas medidas (relembre aqui).
Caso Zambelli não realize a entrega da arma dentro do prazo estipulado, o ministro Gilmar Mendes determinou que haverá a expedição de um mandado de busca e apreensão da pistola e das munições.
“Decorrido o prazo de 48 horas, sem a entrega voluntária da arma de fogo e das munições, a contar da publicação da presente decisão, dada a ciência inequívoca da informação por parte da investigada, expeça-se mandado de busca e apreensão da pistola, marca Taurus, e das respectivas munições”, escreveu Gilmar Mendes em decisão.
O CASO – No dia anterior ao segundo turno das eleições, em 29 de outubro, Carla Zambelli foi vista atravessando uma rua com a arma apontada onde ocorreu uma confusão em um bar. Segundo a parlamentar, ela tinha sido xingada por um apoiador do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de sacar a arma.
Um segurança da parlamentar chegou a fazer um disparo durante a perseguição e foi preso pela Polícia Civil por isso.
O transporte de armas é proibido nas 48 horas que antecedem e posteriores ao dia de votação em endereços próximos de colégios eleitorais, mas a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que a perseguição ocorreu a mais de 100 metros da seção mais próxima. (BN)

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